29 janeiro, 2009

A.E.S.L.R.S.L.L.

Desgastado pelas frequentes risadas que o meu sotaque tem provocado, decidi fundar uma associação, a A.E.S.L.R.S.L.L., cujas siglas são bastantes explícitas. Mas, e para não dizerem que sou invejoso e quero o significado só para mim, vou traduzir. Obviamente que A.E.S.L.R.S.L.L. significa Associação para a Erradicação da Letra R e sua Substituição pela Letra L. Que mais poderia ser?


O propósito desta associação é fazer com que na língua portuguesa, nas palavras todas, a letra R seja substituída por a letra L. Assim acabariam os gozos provocados pela má dicção das palavras que têm essa maldita letra. Obviamente que este gozo é inerente ao facto de eu, como tantos outros, sermos brindados com a capacidade da “bilinguidade”, só ao alcance dos predestinados, mas sobretudo daqueles que nasceram fora do país.


Porquê a letra L, é simples, não me lembrei de mais nenhuma. Mesmo assim arranjei argumentos que podem atestar a minha escolha. Há poucos entramos no ano do Boi, ou Búfalo, ainda estou com duvida. Ora é Boi, ora é Búfalo. A única certeza que eu tenho, é de estarmos no ano do B, como em Besta. No sentido de ser solidário, e como tal como nós, são vitimas de piadinhas, decidimos (Fui só eu! É só para não ser o único culpado desta ideia tão estúpida!), aproveitar o problema linguístico que os nossos amigos asiáticos têm quando falam português, o famoso L. Pensem bem se todos falássemos assim, ninguém gozava com ninguém. Para já, nem acho piada, gozarem como os pobres dos chineses. Lembrem-se que sem eles, não seria possível comprar nada e por uma pechincha. É verdade que o prazo de durabilidade daqueles artigos é curtíssimo. Mas eles é que são espertos, assim vendem mais. Outra razão porque não gozaria com eles, é porque são mais que as mães. Ainda por cima são mestres de Kung Fu e outras artes marciais. Com o dedo mindinho podem nos despedaçar. Ok. Estou a exagerar, mas com o polegar de certeza que podem.


Só para ficarem com uma ideia de como seria falar sem R’s e com L’s, aqui vai um exemplo.


“Ola! Sou o M@lkito! Sou memblo e fundadol da A.E.S.L.L.S.L.L., Associação pala a Elladicação da Letla L e sua Substituição pela Letla L. se estás falto de gozalem contigo, junta-te a nós, ou a mim! Estou sozinho na polcalia desta associação, e assim esta melda não anda pala flente! Polla! Tenho cada ideia! Ajuda-me! Ablaço!”
Cabeças Sujas…Levoltado


M@lkito Copylight (Ou seja, uma cópia leve...lol... É uma piada! Riem-se por favor!)


Nota: Este post é dedicado ao meu amigo e CS, Jorge, ao meu irmão Mika, a todos que alguma vez foram gozados e a mim mesmo.

27 janeiro, 2009

Os Contos Infantis (O Capuchinho Vermelho)

Um estudo, já realizado há algum tempo, demonstrou que os contos infantis, ou contos de fadas, podem ser prejudiciais para a sanidade mental das crianças. Há razões mais que suficientes para afirmar que estão repletos de péssimos exemplos. Podemos começar pela própria designação da classificação literária a que são sujeito, ou seja o nome: contos de fadas. Contos de fadas!? Cooontos de fadas!? Só isso demonstra uma incitação à mentira, visto que é mais comum incluírem animais falantes, ou algum tipo de magia ou encantamento do que aquela minorcas com asas e varinhas. Os mais atentos poderão o confirmar. Também é importante salientar a importância destas histórias nas vidas familiares deste Mundo fora. A intenção é boa, adormecer rapidamente os filhos para se ter sexo mais descansado. Mas uma exposição demasiado prolongada pode deixar sequelas irreversíveis. Ainda mais gravosas que se ficasses uma semana inteira a assistir às “Tardes da Júlia” e/ou ao “Você na TV”.

Não sei se recordam, mas da última vez falei do conto da Cinderela. Ao contrário de outro este tinha uma importante vertente educativa a não menosprezar. Desta vez vou falar dum também conhecidíssimo conto: O Capuchinho Vermelho. Este conto, tal como a Cinderela, encontra-se na obra de Charles de Perrault, Contes de ma Mère l’Oye (Contos da minha Mãe Gansa). Mas este, ao contrário do conto da Cinderela, pode deixar a pequenada com tremendas dúvidas relativamente ao mundo que nos rodeia. O pior é o facto, na minha opinião, destas histórias estarem muito mal contadas.

Para sustentar esse estudo, vou referir alguns pormenores de extrema importância. Factos que ao longo dos anos têm passado despercebidos, mas com uma certa relevância. E vão ver que todos estes dados os farão desconfiar da origem da história. Muitos provavelmente vão, como eu, pensar que afinal isto tudo, é um relato bem português. Se bem que se estranha a ausência da TVI para divulgar o caso.

Primeiro ponto, a questão familiar. Ao que sabemos, a avó estava doente e a morar sozinha. Mesmo assim dependia da menina para se alimentar. Será que esta gente nunca terá ouvido falar em lares? Nem ao menos lhe garantiam o apoio domiciliário a idosos? Na verdade devem ser uns forretas e uns gananciosos. A espera que a velhinha bate a bota para receber a herança. E que espécie de família é esta que deixa uma senhora de idade avançada a viver isolada no meio de um bosque, e que permite que uma menina atravesse uma floresta sozinha? Será que a menina fazia, a mando da mãe, apenas serviços de entrega ou algo mais. Na minha opinião, a resposta é bastante simples: a menina do capuchinho vermelho, sim nem sequer tem nome, mas mais adiante falo também sobre esse assunto. Como ia referir muito provavelmente a menina é fruto de uma família desagregada, de certeza monoparental. Sabe-se que vivia com a mãe mas nada se sabe do pai. Será que o pai era alcoólico? Terá ido comprar o jornal e ao ler as notícias sobre a crise, emigrou? Sabia ler? Terá sido raptado por aliens? Trocou a esposa por uma ucraniana? Não sabemos. Apesar de eu achar a hipótese do rapto alienígena mais provável. Sabemos apenas é que, o pai é uma figura ausente na vida desta pequena.

Como referia há pouco não acham estranho em momento algum, não sabermos o nome da menina. Algo de muito estranho se passa aqui. Aposto que o autor está a tentar proteger a sua identidade. Das duas, uma: a menina foi posta ao cuidado de uma instituição de solidariedade social ou integrada num programa de protecção de testemunhas. O capuz seria assim mais uma ferramenta para que não saibamos a identidade da menina. Porque se o capuz vermelho era assim tão importante, porque é que no final do livro não chegamos sequer a saber o que lhe aconteceu?

Segundo ponto, gostaria agora de chamar a vossa atenção para a parte do conto em que o lobo vira travesti. Esta é talvez a primeira vez que tomamos conhecimento de um animal que adere ao travestismo. Nem no 24 Horas, ou mesmo no Crime, isto foi alguma vez referenciado. Também não gostava estar na pele dos pais que vão ter de explicar como um mamífero de quatro patas com a touca e a camisa de dormir de flanela de uma idosa. Quando já é difícil explicar a miúdos e miúdas de tenra idade, que há homens que preferem vestir-se de mulher.
Mais: como explicar à pequenada que não devem ingerir coisas sem as mastigarem bem. É que o lobo come uma velhota inteira sem a mastigar. De certeza que isso não foi um acto muito saudável e só ter feito um mal desgraçado ao estômago do animal. Agora a pequenada fica com a ideia que se pode comer, ou engolir, todo o tipo de coisas, sem as mastigarem bem. E quando falo de todo o tipo de coisas, estou mesmo a falar dum grande leque de opções. Porque depois de ouvirem uma historia onde uma avo é engolida, porque não engolir pedras, sapatilhas, canivetes suíços ou o pior de tudo – legumes e hortaliças.

Finalmente, a entrada do caçador em cena. Reparem que o caçador não matou o lobo com a espingarda. Matou-o com uma faca. Este facto, leva-me a suspeitar que o homem andava a cometer ilegalidades. Se calhar não tinha a licença de Uso e Porte de Arma em dia. Para finalizar, deixem-me só fazer mais uma pergunta: será que o caçador terá parado por um segundo para se lembrar que o lobo é um animal em vias de extinção e protegido por lei? Não. Está visto que para ele, matar um lobo que comeu avó e neta é a mesma coisa que matar um coelho ou uma codorniz. É este o mundo vergonhoso em que nós vivemos.

Enfim, este conto é um atropelo a todas as convenções sociais e aos mais elementares direitos dos animais. Como se atrevem a dizer que esta historia tem um final feliz. Tenho dito.

Cabeças Sujas...em plena investigação

M@rkito Copyright

26 janeiro, 2009

Bom ANO...Chinês!!!

Bom Ano para todos. Espero que este ano o Búfalo, ou Boi, esteja contigo. Mas cuidado com as cornadas. O bicho é grande é capaz de magoar um pouco. Hoje até fui desejar um bom ano aos nossos amigos asiáticos numa destas milhentas lojas que minam a nossa economia. Ficaram com um ar aparvalhado. Típico. Quando uma pessoa quer ser simpático dá sempre nisto.

E como diriam os nossos amigos Chineses… Ablaço
Cabeças Sujas...mas sem cornadas
M@rkito Copyright

A profissão: Vendedor de finais para livros!

O meu sonho sempre foi ser assassino ou até chulo, mas infelizmente não pude ser nada disso. Tudo isto porque supostamente o sangue custa a sair da roupa e tenho medo do escuro. Poupem-me os detergentes e as lanternas, foram inventados para quê? Mas o que querem, argumentos de mães. E se queremos ter prendas no aniversário e no Natal, não podemos refutá-los.

Sendo impossível realizar os meus sonhos pensei em um dia ainda vir a abrir um negócio de venda de frases iniciais para livros. Mas pelos vistos alguém já se lembrou disso. Que falta de sorte! Mesmo assim, e devido a um momentâneo rasgo de génio, tive a ideia do ano. Algo de que, ate agora ninguém se tinha lembrado. Vou ser vendedor de finais para livros. Que tal? Uma ideia doutro mundo? Se formos a ver, a última frase de um livro é a única que realmente tem alguma importância. Quando compram um livro não é para saber o fim? Comigo terão um fim diferente, de tal forma que esse vocábulo não aparecerá. Os jovens escritores, e menos jovens, teriam uma ajuda preciosa para a falta de inspiração. E sem ter de recorrer a produtos ilícitos.

Não pensem que cederei umas frases quaisquer. Falo de exemplos especiais e exclusivos, escritos à mão em caneta de tinta permanente numa folha de papel imaculada. Mesmo que não sejam de muita utilidade, sempre enfeitam uma secretária. Agora, só para perceberem a ideia, deixo-vos algumas frases que já registei e que em breve estarão à venda numa loja perto de si. Terei todo o prazer em cedê-las pela melhor proposta, espero é que vocês não se armam em forretas.

E assim tornei-me no homem mais famoso de Leiria, logo após comer duas bifanas de uma só vez.

Dois dias passaram morrer e ainda não sabia o que vestir.

Naqueles tempos, convivi muito com pessoas que tinham esqueletos no armário – a maioria delas habitava casas onde viveram homossexuais em negação.

Nunca percebi o porquê de dizerem que os relógios dão as horas quando na verdade, eles tiram-nas.

A Soraia era uma actriz parca em palavras mas guinchava como ninguém na cama.

Cabeças Sujas...a finalizar

M@rkito Copyright

01 janeiro, 2009

Bom ANO!!!

BOM ANO PARA TODOS! ESPERO QUE ESTE NOVO ANO ESTEJA REPLETO DE FELICIDADES PARA TODOS VÓS!
Uma Cabeçada,

25 dezembro, 2008

O meu Natal...

O Natal já passou e agora é tempo de fazer um balanço, o balanço natalício. Antes de colocar aqui a listinha de presentes que recebi, queria deixar uma palavra de apreço para duas pessoas:

- Ao Pai Natal: Apesar de me ter portado muito mal este ano, recebi os presentes. Só gostaria de fazer um pequeno reparo. Por acaso não perdeu alguns dos meus presentes pelo caminho. E não terá trocado a minha carta com a de outra pessoa, não me recordo ter pedido uma boneca insuflável. É verdade que uma coisa desse dá sempre jeito. E não vale a pena vir busca-la, porque eu ficaria destroçado. Eu e ela, ela e eu já temos uma ligação profunda. Agradecia que mandasse uma bomba, ela está com falta de ar.

- Ao Sr.1º Ministro: Apenas queria lhe agradecer pela crise em que mergulhou o país. Por causa dessa tal crise, só tenho uma listinha (literalmente) para divulgar. E digo lhe mais por causa de si e dos seus comparsas, recebi quatro pares de meias em vez dos já tradicionais nove pares. Pois é! Mais uma vez, obrigadinho!
Vamos então passar à lista dos meus presentes. Vão reparar que alguns são verdadeiramente estranhos. Em itálico está o que estava a pensar enquanto abria os presentes.

Uma chávena da Pukka: Da Pukka!? Mas eu pedi uma do Pikachu. Mas com que direito!?
Quatro pares de meias: Não estava mesmo a espera disto. Faltam aqui cinco pares!
O Livro em Branco: Mas!? Isto não tem nada escrito! Como é que vou perceber a história disto? Espero que não me peçam para fazer um resumo disto!
Chocolates (muitos): Devem estar a eliminar a concorrência tornando-me balofo e fazendo que o meu sorriso devastador fica devastado.
Um perfume: Será que com isto, estão a dizer que cheiro mal?!
Um quebra-cabeça: Um quebra-cabeça!? E nível génio!? Ah mo Deus! Como é que vou resolver isto!? Tens a mania que és inteligente! Agora desenrasca-te!

Cabeça Suja…Brindado

M@rkito Copyright

Nota: Há bocado disse que me portei mal este ano e como sempre recebi muitos (poucos) presentes, vou vos contar os meus malditos actos. Mas só para ficar de consciência tranquila. É favor, não ficarem com uma má imagem de mim. Uma vez menti à uma senhora disse-lhe que eram 14h55, quando na realidade eram 14h52. Sou uma besta! Também passei para o outro lado da estrada sem olhar para os dois lados como a minha mãe me ensinou. Sou mesmo um patife.

24 dezembro, 2008

O Pai Natal está a chegar….

Está quase na hora, mais logo a noite, ou amanha para ser mais preciso, de recebermos as prendinhas. Infelizmente nem todos vão ter direito aos tão aguardados presentes. E isso, por diversas razões, ou porque não está no “Top do Bom Comportamento” (como eu!), ou porque vive num país mergulhado numa crise profunda e governado por um senhor que gosta de filosofar (também vivo num país deste!). Pois fala, fala, fala, mais resultados nem vê-los.

Mesmo assim não deixem de acreditar na chegada do Pai Natal, porque se estamos há séculos à espera do improvável e impossível regresso de D.Sebastião, podemos acreditar que um velhote gorducho e vestido de vermelho vai fazer a tão aguardada entrega. Isto mesmo se notícias recentes dum certo canal televisivo tentaram em vão (na minha opinião) destruir a imagem do simpático senhor.

“ Notícia de última hora: Fontes seguras provenientes do pólo norte garantiram que o Pai Natal não existe. Como é óbvio, e no intuito de esta notícia ter o máximo de rigor, fomos confirmar esta informação junto de fontes credíveis. A veracidade da notícia foi confirmada junto da Fada dos Dentes e do Coelhinho da Pascoa, recentemente casados. Casamento que será transmitido esta tarde logo a seguir a estreia de Sozinho em Casa.”

Obviamente que esta noticia, não é, nem pode ser verídica. Íamos agora acreditar num coelho que põe ovos de chocolates. Se o Pai Natal não existisse, quem iria entregar as prendas? Os correios? Com os sucessivos atrasos e greves, as prendas só para o ano. E..e.. O Sócrates? Já agora ele pilotava o trenó. Mas aterrava onde? Na OTA? No futuro aeroporto de não sei onde? Fiquem descansados as prendas vão ser entregues.

A todos um FELIZ NATAL

Cabeça Suja…Natalício

M@rkito Copyright

13 novembro, 2008

O meu C.U. novíssimo em folha

Sabedor das dificuldades que iria enfrentar, pois no nosso país, é preciso madrugar para sermos atendidos sem enfrentarmos as infindáveis filas de espera, vulgarmente denominadas de “bichas”. Pessoalmente não gosto de ter bichas por perto, é que nem a frente, nem a trás. Sendo assim levantei-me bem cedinho, ainda sem o astro celeste a raiar. Confesso que a vontade era pouca, mas não podia esperar mais, tinha mesmo de ir fazer o CU, o anterior estava a ficar “fora de prazo”.

Para tal, e para enfrentar as adversidades, ou seja, o frio fui bem equipado. Levei cachecol, gorro, luvas e até as ceroulas que eram do meu avô (Não gozem, deram um jeitão!!!). Enfim toda a indumentária para as manhãs muito pouco quentes de Inverno. Ainda estamos no Outono, mas a verdade é que estava um frio invernal, leia-se um frio do carraças.

Na minha mochila levei um lanchinho e até uns apontamentos para estudar. Mas fiquem descansados, eu não cheguei a cometer essa loucura. Afinal eu já tinha feito as cábulas e seria um verdadeiro crime não as usar! Mas não era só isso que a minha mochila continha, no seu interior também se encontrava, o gel, utensílio tão importante nessas alturas. Com a ajuda desse precioso líquido peganhento, com o qual fico muito reluzente e bastante fofinho, ia ficar com o CU muito bonito. Para que consta fui o segundo a ser atendido, logo não tive oportunidade no local devido o tal gel.

Chegada a minha vez tive de responder, tive de responder a algumas perguntas de certa forma embaraçosas. O pior de tudo é que nem pude usar uma das minhas artes favoritas. Não estou a falar da arte de espalhar magia, a senhora era simpática (= feia), mas sim a arte de mentir. Sendo assim muito envergonhado tive de dar a minha morada, por sinal a mesma dos meus pais. É verdade, vivo com os meus caríssimos progenitores, mas para tal facto tenho inúmeros argumentos realmente irrefutáveis, só que e para ser franco de momento não me lembro de nenhum. Também me mediram, para ter o CU com as medidas adequadas. Mas acho que foi só para me lembrarem que sou baixo, e como se não bastasse isto tudo, ainda tive de dizer a minha data de nascimento. Eu percebi bem a ideia da senhora, isto foi para me denegrir. Do género: “Aqui o baixote tem quase 30 anos. Os teus pais não te deram sopa quando eras pequeno!? Desculpa! De certeza que ainda deves comer muita!” E eu pergunto, mas no meu subconsciente, sim porque sou uma pessoa educada: “Porquê tanta animosidade? Tenho lá a culpa de ser só simpática!? Vá-se queixar as instâncias superiores!”

Mas o pior ainda estava para vir, tinha chegado o assombroso momento da porcaria da fotografia. Com esse pedido as senhoras do CU demonstraram uma real falta de consideração para comigo. Até posso confessar que fui tentado a pedir o tão famoso livro amarelo, não por querer telefonar a alguém, mas para demonstrar a minha profunda revolta. Mas com que direito as senhoras do CU mostraram o palhacinho à criança para ela se rir e a mim não. Mas que profunda injustiça, eu também queria! Eu gostava mais que tivesse sido o Noddy ou o Bob, o construtor, mas o palhacinho não era mau. Resultado desta palhaçada toda, vou ter um CU que vai dar para tudo, mas muito feio e já me estou a imaginar quando comparar o meu com o dos outros, e quase que aposto que nessas alturas ouvirei:
“ Se não o estragasses podias ter um como o meu!”.

Cabeças Sujas…com um CU novo

M@rkito Copyright

Nota: Para os menos atentos, distraídos ou simplesmente burros, o CU é o Cartão Único.

02 novembro, 2008

Sexo Medieval

Sendo eu um grande especialista em sexologia, mais propriamente pornografia e outras coisas do género. Como é de conhecimento público sou assinante da Playboy e Penthouse há muito tempo. Como todos vós, também sabeís, sou um verdadeiro depravado, por outros termos, tarado. Logo posso como é obvio explicar-vos esta variante. Contudo tenho referir que o sexo medieval tem dois momentos distintos: o pré-moderno, leia-se antigo, e o moderno.

Antes de falar de sexo medieval, não posso deixar de também referir outras variantes sexuais de relevo (metrossexual, homossexual, bissexual, heterossexual, transexual e medieval) e isso só para mostrar aos mais cépticos a minha cultura de ordem sexual.

A variante metrossexual consiste apenas e somente em fazer sexo no metro. Mas é importante tomar as precauções devidas. Não se esquecem de comprar o passe.

A variante homossexual reside no facto de ter relações onde coitam em cima do detergente, ou seja, por exemplo em cima de uma manta ou carpete embebida em qualquer tipo de detergente. Se forem mesmo amantes desta modalidade, é melhor comprar um baratinho, por exemplo aqueles, daquela loja que começa “L” e curiosamente acaba em “L”.

A variante bissexual baseia-se em fazer sexo em cima de uma bicicleta. Se fores doutro campeonato, podes sempre fazer isso a dois (ou mais), mas retirando o selim.

A variante heterossexual, é um pouco complexa de explicar. E como o próprio nome o indica parece ser algo bastante estranho.

A variante transexual, é aquela como o nome indica onde o acasalamento é transmitido. Ou seja, é feito através da via oral, pelo telefone. Por exemplo aquelas linhas eróticas.

Finalmente a variante medieval, a que na realidade nos interessa, tem como eu referi há bocado dois momentos distintos.

O primeiro momento é denominado de pré-moderno, ou para os mais lentinhos, antigo. Nesta altura, os homens dominavam totalmente as mulheres e elas faziam tudo o que eles queriam. Que me dera ter vivido naquele tempo e ter sido Rei. Aí é que era só facturar! O único inconveniente é odor pestilento que se fazia sentir na altura e de certeza que não havia nem Gillettes Venus, nem cremes Veet dos quais o Gonçalo é tanto apreciador. Imaginem me só aquelas florestas amazónicas. Que nojo! As mulheres na ausência dos maridos partidos para a guerra, quando necessitadas podiam sempre pegar na espada suplente, na altura não havia vibradores, mas muitas espadas suplentes. E com o punho. Vocês imaginam o resto.

O segundo momento, ou seja, do nosso tempo, consiste simplesmente em fazer-nos passar pelo Príncipe Encantado montado o nosso majestoso corcel, no óbvio objectivo de “pinar”. Também poderia referir que com um jeito trovadoresco, tentaríamos enfeitiçar a donzela e num gesto puro e singelo fazer o amor com ela. Mas do que estamos a falar, é de sexo, e não dessas tretas, ou melhor estamos a falar é de tetas. O que poderíamos fazer estando simplesmente armados em cavaleiros, e junto da nossa conquista, olhando para a espada, gritar bem alto: “Só me apetece pegar numa espada e fazer Sexo Medieval!”.

Cabeças Sujas... de espada na mão

M@rkito Copyright

Parabéns M@rkuz

Hoje é um dia importantíssimo para o mundo dos Cabeças Sujas. O meu primo M@rkuz faz anos (uma dica para os desatentos, visto o titulo do post), 26, para ser mais preciso. Sim o ano passado fez 25 anos, por isso se a pilha da calculadora não me atraiçoaram, a conta deve estar certa.

É claro que pensei numa série de prendas, que decerto irias gostar. Mas devido a conjuntura económica e a crise financeira que o país atravessa. Chiça até parecia um adulto a falar! Mas principalmente devido a falta de capital inerente a minha conta bancária. Só vais ter uma prendinha roubada nos chineses. Mas mesmo assim, pensei, ou melhor os CS and Friends, pensamos em oferecer-te um livro sobre o Sexo Medieval por estares sempre a falar disso. O problema é que corri as lojas, e tudo relacionado com sexo, para encontrar isso mas nada feito. Queres ver que vamos ter de escrever o livro.


Parabéns e espero que tenhas muitos doces em casa para eu ir comer.

Um abraço,

M@rkito