09 setembro, 2010

Gonk: Um quarto de século de existência!

Depois de longos anos de espera, 25 para ser preciso, Gonk chega ao quarto de século, idade que lhe assenta que nem uma luva. Um quarto de século para quem passa um século no quarto. Não sou de intrigas, nem gosto muito de apontar os defeitos dos outros, mas também não tenho culpa das suas falhas. Fossem perfeitos! Voltando ao Gonk, a pontualidade nunca foi o seu forte. Acredito que passa uma eternidade no quarto, só a arranjar-se. É pior que as gajas. Direi mesmo é bastante rabilau! E quanto a isso tenho provas irrefutáveis.
Como esta foto do Gonk na maquilhagem e mais ainda. Nem de propósito! Até parece coincidência, mas tenho uma historiazinha para vos contar:

“Era uma vez 7 amigos, 3 casais e a vela (eu), que estavam alegremente num bar a festejarem a sua amizade. Alias como o faziam (e continuam a fazer) todas as semanas. Durante esses convívios nunca faltavam as belas minis acompanhadas de tremoços, com os tremoços sempre a acabarem nas minis, quando de repente vindo do nada, eis que as meninas propuseram ir a um bar de rabilaus. Como estávamos em democracia, neste momento parece mais uma anarquia governamental, decidimos votar, ou era o bar ou o bingo. Na cabeça e dos meus companheiros de género, a vitória estava garantida e iríamos ao bingo. As contas eram simples, três mulheres contra quatro homens, só podia ganhar o Bingo. No momento da votação, não é que aquele panasca do Gonk vota pelo bar. Eu não sou de intrigas, como disse há pouco, mas tinha de contar isto. Pronto admito que até tem algumas atenuantes, sabem, ele andou nos escuteiros. Mesmo assim, é correcto que pague o justo pelo pecador!?”

Acho que por hoje é tudo. A tua reputação foi destruída para todo o sempre.
Parabéns! Até para o ano, com mais maldades ditas por mim!

Cabeça Suja... De parabéns!

M@rkito (R)

14 agosto, 2010

L.A.

Com crescimento exponencial das novas tecnologias, surgiram novas formas de comunicação (internet, telemóveis, etc.). Novos símbolos apareceram para exprimir sentimentos (os denominados ícones expressivos), novas abreviaturas emergiram. Ainda ficou perplexo quando me enviam símbolos do género do “XD”. Nesses casos, e quando não faço ideia do que se trata, uso a ferramenta, e provavelmente a maior invenção do século XX: o LOL.

Mais do que um termo usado em conversas virtuais, o LOL, tornou-se num verdadeiro fenómeno literário. Este termo transcende as sms, o msn, o hi5 e o Facebook. É fascinante perceber com o LOL pode salvar uma conversa. Quando não há nada para dizer ou quando as temáticas estão esgotadas usa-se o LOL e o dia está salvo.

A verdade é que a medida que o tempo passa começo a ver estas siglas como um verdadeiro flagelo cibernético. Um verdadeiro vício. O pior é que eu também já sou um LOLdependente e já o uso a torto e a direito. O mal ou menos é que conheço o significado daquelas siglas (para quem não saiba, LOL= Lot Of Laugh ). No intuito de curar este meu problema, fui aos Lólicos Anónimos (L.A.)

O uso do LOL tornou-se tão abusivo que graças a ele podemos insultar todos e todas sem temer repercussões. “És um sacana. És uma besta. LOL” (Nota: Estou a ser brando, o meus insultos poderiam ser do piorio, mas lolada a parte o efeito seria o mesmo) Não é o LOL que retira a bestialidade da pessoa, mas deste modo a pessoa acarreta o insulto levianamente. O LOL pode ser revoltante quando surge após termos convidada a nossa interlocutora para beber um café. “Queres ir beber um café?” “Com quem? LOL” “Comigo!” “LOL”. Nesses casos é frequente acabarmos por beber o tal café desacompanhados. E quando estamos deprimidos e recebemos um LOL com gesto de apoio, não dá vontade de saltar da ponte mais próxima? “Fui despedido! Descobri que a minha mulher tem um amante! E o meu hamster fugiu!” “LOL”.

Cabeça Suja… LOL… LOL!?

M@rkito ®

05 agosto, 2010

A primeira impressão

Quando conhecemos alguém (principalmente se for uma bela moça) queremos deixar uma boa impressão de forma que quando a convidarmos, e na esperança que não tenha ficado mal impressionada connosco, não faça uma cara impressionada que até faz impressão.

Os eruditos da impressão, não estou a falar apenas de conceituadas marcas de impressoras, acreditam que a primeira impressão é determinante para tudo o que possa vir a acontecer. o que, para alem de me provocar alguma confusão, me faz uma certa impressão.  Uma vez que algo está impresso, não há com desimprimir. É impressionante a importância da impressão. E não há duas iguais. Há boas impressões que não nos deixam grandemente impressionados, assim como há más impressões que nos deixam uma forte impressão que mais valia não termos tido qualquer impressão.

Para ficarmos bem impressionados é necessário que não nos façam impressão em certas coisas. Ou seja, para deixar um boa impressão é importante impressionar sem ter impressão. Como podemos fazê-la sem ficar com ela? Usamos a impressão como uma lâmina de barbear? Depois de usa-la descartamo-la?

E relativamente a uma má impressão? Poderá uma má impressão deixar-nos bem impressionados ou irremediavelmente não nos impressionará nada? Ou podemos simplesmente ficar parvamente mal impressionados? No caso da má impressão é inrelevante ter ou fazer impressão.

Para finalizar, nada que melhor que uma piada. Tenho a impressão que vão ficar impressionados: Vira-se uma impressora para a outra e diz: -"Esta folha é tua ou é impressão minha???" 

Cabeça Suja…com a impressão que ficaram mal impressionados

M@rkito ®

30 julho, 2010

L.P.G. (Liga para Protecção dos Gambuzinos)

Os gambuzinos são uma espécie em vias de extinção e devido às constantes caçadas que são alvo, surgiu a necessidade de criar uma associação para a sua protecção, a L.P.G. (Liga para Protecção dos Gambuzinos).

É uma sorte os gambusinos, que também são chamados de gramulizos, começarem pela letra “G”, porque doutra forma, chamando-se por exemplo de “pambuzinos” ou “bramuzilos”, a L.P.G. (Liga para Protecção dos Gambuzinos) não teria competência para protegê-los.

Há quem afirma que os gambuzinos são seres imaginários inventados por um espertinho que queria para o fanesga com uma moça da aldeia. Numa noite, convidou-a para o mato, numa de ir caçar gambozinos. Reza a historia que nessa noite o rapaz caçou e comeu a presa, mas de gambuzino não tinha nada.

Eles são vistos frequentemente em noites de jantaradas, alturas em que, e desconheço o motivo, são ingeridas quantidades massivas de líquidos que alteram substancialmente a taxa de alcoolemia. Também são vistos em noites de nevoeiro, nomeadamente quando é oriunda de substâncias com efeitos halucinogeneos.

Nessas noites, é recorrente fazermos uma caçada. Ainda me lembro da minha primeira caçada, eu estava entusiasmadíssimo. Confesso que treinei a fio para a ocasião. Até comprei um taco de basebol! Mas não correu tão bem como planeado. apesar da minha caçada não ter sido infrutífera, partir as duas rótulas de um passante, que pensava ser um gramuzilo, não estava nos meus planos. A minha sorte foi que ele não pôde correr atrás de mim para me bater.

No fim dessa noite, percebi que a caça ao gambuzinos é um desporto perigoso. Neste sentido, achei por bem juntar-me a L.P.G., e assim fazer com que menos rótulas sejam destruídas. E como geralmente, sou apoiante das causas nobres (quando houve aquela petição para descodificar o canal 18, fui dos primeiros a assinar) foi só juntar o útil ao agradável.

Cabeça Suja… em época de caça

M@rkito ®

25 julho, 2010

As hienas

O Mundo Animal alberga uma variedade incontável de espécies, e algumas são do mais original que possa imaginar. Obviamente que quando falo em originalidade animal refiro-me a falta de estética que alguns apresentam. Assim de repente vem-me duas espécies a mente: o Abel Xavier e as hienas.

Como seria demasiado assustador e traumatizante (aquela mão no Euro 2oo0 deixou sequelas irreparáveis) falar do Abel Xavier. Por isso, pensei que seria muito menos traumático e muito mais enriquecedor falar das hienas.

Apesar do seu aspecto assustador, o olhar estranho e o sorriso esquisito, as hienas estão sempre bem-dispostas. Sempre a rir. Mesmo quando comem porcarias, como os cadáveres que apanham riem-se. Porque as pessoas quando vêem uma mosca na sopa pedem o Livro Vermelho e não se riam um pouco? Afinal é carne que vão comer de borla! A verdade é que a fisionomia da hiena é inalterável, nasce assim (com os olhos bem abertos e a dentição bem definida: Quando eu era pequenino, Quando eu era pequenino, Acabado de nascer, Acabado de nascer, Ainda mal abria os olhos, Ainda mal abria os olhos, Já eram para te comer, Já eram para te comer) e continua feliz com risadas constantes. Nada de recorrer a cirurgias mirabolantes porque não gosta do seu aspecto.

As hienas são exímios caçadoras, e apesar de não serem corredoras de velocidade, dao primazia à resistência, aguentando assim longas correrias (que podem durar kilometros), mas comem preferencialmente “carcaças” que roubam outros predadores menos atentos. Muito espertinhas, assim cansam-se menos.

A sociedade das hienas é dominada pelas fêmeas, que têm níveis de agressividade muito altos e segregam inclusive hormonas masculinas. Ou seja em casa das hienas, as fêmeas usam pelos e bigodes.

Finalmente, é importante, e uma vez por todas acabar com a fraude que tem sido o Rei Leão. Supostamente o herói da história é o Simba, mas os mais atentos decerto perceberam onde está o verdadeiro heroísmo. Afinal quem acabou com o mauzão (Scar) não foram as hienas!?

Cabeça Suja… no mundo das hienas

M@rkito ®

10 julho, 2010

Os 20 anos do Mika



Mesmo com o avançar do tempo, o Mika continua a fugir a sete pés da adultez. Apesar de mais responsável, continua o mesmo brincalhão de sempre. Convenhamos que era estranho, ele conseguir fugir a insanidade saudável que está presente na família, nomeadamente no irmão (Não conheço pessoalmente mas parece-me ser alguém bastante inteligente e bastante sensual. Digo eu!) e no primo (M@rkuZ).

Agora que festejou 1/5 de século, leia-se 20 anos, nota-se que o Mika caminha a largos passos para a adultez. A barba que a apresenta é cada vez mais abundante, e os 32 pêlos que tinha o ano passado passaram a ser 37.

Visto que o meu irmão (Oups! Acho que me queimei!) vai ser um musico famosíssimo (Não me esqueço que me prometestes um Porsche),  não me podia esquecer do tão aguardado momento musical
Parabéns à você,
Nesta data querida,

Muitas felicidades,
Muitos anos de vida,
Hoje é dia de festa,
Cantam as nossas almas,
Para o menino Mika,
Parabéns a mamã,
Pelo lindo trabalho, (Já vi coisas mais bem feitas. Tipo. Eu!)
Parabéns ao papá,
Que enfiou o… (Vocês sabem…)


Cabeça Suja... a dar os parabéns ao maninho

M@rkito ®

27 junho, 2010

Parabéns Falco






O ano passado tinha prometido que iria escrever um post espectacular para o aniversário do Tiago (Falc0), mas não vai ser desta. Tinha a secreta esperança de encontrar inspiração com o auxílio do meu dealer, mas o sacana foi preso por possuir uma videoteca de filmes piratas. Mas quem é preso por isso?

Sabem o que têm Raúl (Real Madrid), Fabrizio Miccoli (Palermo), Tobey Maguire (protagonista da trilogia do Spider-Man)? são os três ricos e famosos. E o quem as estas três celebridades em comum com o Falc0? Nasceram todos no dia 27 de Junho.
Tal como o nosso aniversariante, Kevin Bacon já foi transparente (em Hollow Man, 2000), só que ele foi pago para isso.

Não queria ser eu a estragar-te o dia, mas tenho de ser sincero contigo, tas a ficar velho. Mas não a de ser nada.

Cabeça Suja...cada vez mais velhos

M@rkito ®

19 junho, 2010

F.A.

As sociedades modernas estão repletas de vícios. Alguns mais patentes do que outros. Há quem goste de fumar e há quem goste de beber. Eu gosto de pastelaria (adoro bolos!) e pornografia. Mas não ao mesmo tempo. Para ver pornografia decente e convenientemente, as manápulas devem estar desocupadas, no caso (muito provável) de surgir a necessidade de exercitar músculos estimulados pelo visionamento deste género cinematográfico. Ou seja, e trocado por miúdos, seria um sinal de badalhoquice extrema ver pornografia e comer bolinhos ao mesmo tempo.

Para acabar com o vício da pornografia, comecei a frequentar reuniões dos P.I.S.S.P. (Pessoas Incapazes de Sobreviver Sem Pornografia). Numa ida à uma das reuniões, distraído por uma leitura atenta da Playboy, entrei na sala errada, a sala dos F.A. (Futebólicos Anónimos). Nessa sala, percebi rapidamente (cerca de 4 milésimos de segundos) que também sou um viciado no desporto-rei.

Curiosamente, e após varias reuniões, percebi que os meus vícios futebolísticos e pornográficos estão intimamente ligados. Afinal, ver futebol é como ver pornografia. Tem montes de acção (com excepção da liga portuguesa e dos jogos da Selecção Nacional), geralmente não consigo desviar os olhos daquilo. Mas quando acaba, pergunto-me sempre porque diabo desperdicei duas horas da minha vida com aquilo.

Há pouco dizia que antes de frequentar os F.A., não conhecia o meu real vicio pelo futebol, mas não é bem assim. Sempre soube da minha tara futebolística, eu é que não admitia. A verdade é que gosto de futebol e não há nada a fazer. Gosto de ver todos os jogos possíveis e inimagináveis, mesmo correndo o risco de adormecer (nomeadamente nos jogos da 1ª liga). Também gosto de compra A Bola todos dias. Felizmente com a frequência às reuniões, melhorei neste dois capítulos. Agora só vejo os resumos dos jogos, por sinal muito mais prático e menos aborrecido, e já não compro A Bola todos os dias, agora alterno as compras com O Jogo e O Record.

Para melhor exemplificar os vícios que podem ser vistos em reuniões dos F.A., vou apresentar três dos meus antigos colegas e suas respectivas taras.

- João: Este sujeito sofre de problemas identitários por ser simpatizante do S.C. de Braga. Pode ser perturbante para um adepto como um clube chamado Sporting possa jogar de vermelho e ter muitos jogadores oriundos do F.C.Porto. Mais ainda, são apelidados de arsenalistas. Que confusão!

- Nuno: Sempre que vê um pedaço de relva, atira-se para o chão é grita: PENALTI!

- Pedro: Para ele tudo se equipara com o futebol, designadamente a sedução. Para ele, e passo a citar, é muito mais prestigiante ir a Liga dos Campeões e ser eliminado do que não passar a primeira ronda da Taça Intertoto. Para bom entendedor meia palavra basta.

Como podem constatar não sou o único à não bater bem dos pirolitos

Cabeça Suja… a ver futebol

15 junho, 2010

Os casos

No vocabulário nacional, existem palavras e expressões complicadíssimas, ao ponto de deixar o comum dos mortais, os estrangeiros, com sérios problemas psicológicos. E quando digo os estrangeiros são meros mortais, não é a minha intenção desprestigiá-los, pelo contrário. Em Portugal, quem sobrevive mental e economicamente é um herói, direi mesmo um super-herói.

Como dizia há pouco, nacionalmente há expressões bem lixadas, com tantos sentidos que ficamos totalmente desorientados. O vocábulo "caso" é um desses casos, assumindo os mais diversos significados consoante o contexto em que é aplicado. É um caso sério de complicação linguística que apenas portugueses conseguem descodificar. Como é que querem que um estrangeiro perceba a portuguesada!?

Antes de referir o caso do dia, vou exemplificar algumas dessas expressões, só para que não fiquem com cara de caso. Por exemplo a expressão “sem nada”, na nossa portugalidade, ficar “sem nada” é perder tudo. Mas será que os estrangeiros assim o entendem. Desconfio que para eles, ficar “sem nada” é o mesmo que ficar “com tudo”, visto que estes dois vocábulos associados são contraditórios. Realmente ficar sem o nada, é o mesmo que ficar com tudo. Nada estúpidos, estes estrangeiros! Existe também a questão frutífera, se a maçã vem da macieira, a pêra da pereira e a cereja da cerejeira, porque raio a azeitona vem da oliveira e não da azeitoneira?

Mas voltando ao caso de hoje, e ao uso da palavra caso em diversas expressões da língua portuguesa, pode provocar, e é caso para dizer, um caso sério de desentendimento. Por exemplo, ter um caso implica inevitavelmente a presença de alguém que partilha esse caso. Ou seja, para se ter um caso, nunca pode tê-lo sozinho. Quando se consegue ter um caso sozinho estamos indubitavelmente perante um caso clínico. Ter um caso é, supostamente, algo que não é sério. Logo quando falamos em caso sério, estamos a falar de relações casuais entre pessoas. Porque se fosse sério não seria um caso, mas sim, uma relação. Neste sentido posso afirmar que qualquer caso sério é uma relação. Para manter uma relação durante algum tempo é fundamental fazer muito caso. Não fazer caso é o que tem de evitar a todo o custo.

Estar a trabalhar num caso, pode implicar um desenvolvimento profissional ligado à área jurídica, ou de investigação policial, mas não implica forçosamente uma tentativa de espalhamento de magia.

O caso é usado num contexto causa/efeito é o determinado caso para isso. Imaginando que descobre que sua mulher teve um caso com o carteiro. Decerto que ficava muito enervado, achando que aquilo é um caso sério. A vontade que tem é soltar os cães sempre que esse sacana de capacete que aproxima da sua casa. Mas como tem medo que aquele cabrão montado numa vespa (e na sua mulher) atropela os seus chiuauas, pede conselho aos seus amigos. É nessa altura que um dele lhe diz “Não é caso para estares assim! deixa lá as coisas connosco, um dia destes armadilhamos a mota dele”. Se o cornudo não fizer caso, no dia seguinte a polícia vai trabalhar no caso da mota que explodiu quando se aproximou dos chiuauas. Acham que um estrangeiro consegue perceber isto?

Cabeça Suja… com um caso sério que o deixou com cara de caso. Era caso para tanto? Talvez! Mas se calhar é melhor não fazer caso!

M@rkito ®